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31 julho 2015

[Liberte-se] Consequências



       Olá meus queridos, estava sentindo a falta de vocês... Já faz um tempo absurdamente longo desde a ultima vez que escrevi algo para a Liberte-se. Não tenho desculpas validas para isso dessa vez, então prefiro passar direto ao assunto da coluna de hoje.
   
        Vocês sabem - e não é segredo pra ninguém - que eu sou uma pessoa dada a divagações bem inúteis e inapropriadas, mas nas ultimas semanas um mesmo pensamento vem sido recorrente e veio a calhar de compartilhar ele com vocês... Nós seres humanos somos pelo menos na teoria - me processem - seres racionais, entretanto eu faço tanto as coisas de maneira totalmente impulsiva, que me considero o ser mais incapaz de agir de maneira racional do mundo.
         Mas será que isso é algo tão terrível assim? Será que as consequências de seguir o que o nosso coração diz são tão desastrosas ao ponto de as pessoas, em geral, condenarem esse tipo de conduta? Não faz  muito sentido eu sei, mas é que percebo tanto eu, quanto amigos e até personagens de livros simplesmente não fazendo o que querem por medo das consequências!
       Queridos autores, parem! Parem de me fazer sofrer horrores junto com os personagens porque eles/você não tem coragem de fazer as coisas sem pensarem milhões de vezes. Amigos parem vocês também! É desnecessária toda essa preocupação com o que terceiros vão pensar, se você chegar e falar o que você sente para aquela pessoa especial.
 
        "Aaah Aimara porque você tá falando disso, não tem nada a ver com o blog".  Pois tem sim, quer um exemplo? Agora mesmo eu estava lendo o segundo livro dos Warrington, As Cartas da Condessa, de Lucy Vargas e eu estou me vendo a ponto de ir dá uns tapas na cara da personagem principal!!! Ela quer, mas fica racionalizando tudo e está perdendo uma oportunidade incrível de ser feliz, e isso é exatamente o que muitas pessoas por ai fazem.
      Então um conselho: Não pense nas consequências de fazer algo, pense nas de não fazer, pense em como você vai se sentir depois e ai você decide o que fazer.

É isso, não sei quando volto, mas quando voltar é com a resenha de "As Cartas da Condessa"... A resenha do primeiro livro "Cartas do Passado" você encontra aqui.

31 outubro 2014

[liberte-se] Porque eu escrevo...

 
      As vezes, quase sempre, com mais frequência do que gostaria, eu me faço a mesma pergunta:
 "Por que eu escrevo?" . E quase de imediato minha razão responde: "Porque é necessário!".
   
     Mas nesse caso, não falo sobre a escrita que faço no dia-a-dia, me refiro a essa escrita que faço agora, nesse instante, essa que VOCÊ está lendo. Eu realmente não sei por qual motivo passo horas a fio pensando nas exatas palavras que vou usar para descrever os livros, as músicas, os filmes... Talvez seja por prazer, talvez por vaidade, afinal quem não gostaria de ser elogiado pela forma que escreve? Quem sabe se não é essa, a minha maneira de mostrar ao mundo que existo!

     Consigo imaginar todos dizendo "Essa garota é maluca".

    Olha, antes que vocês tomem isso como crise existencial, isso nada tem a ver com quem eu sou, por que isso eu já sei, esse texto é sobre o que não só ME leva a escrever, como também o que leva escritores, blogueiros, jornalistas, colunistas, poetas, críticos e tantos outros (Ufa!) a escrever. O que os move?

Levei muito tempo para elaborar a minha resposta e ainda assim, não estou de total acordo com ela, mas essa é a que mais me agrada, dentre as tantas outras pensadas:

"Escrevo por que amo, cada palavra expressa meus sentimentos sem nome, traz vida aos meus queridos personagens, faz de mim mais humana. Escrevo por que sou vaidosa,  cada elogio recebido só faz mais carinho no meu ego, o infla de modo que ele seja imponente, forte o suficiente para me fazer enfrentar as criticas sem medo. Escrevo, por que escrever é a maneira que encontrei para fazer meu ponto, colocar para fora tudo aquilo que não consigo falar."  

Respondam vocês meus caros. Por que vocês escrevem?